O ser humano ao longo de gerações tem se perguntado o sentido da vida e da própria existência. O porquê das coisas e quais as suas razões. Desde cedo, cada um de nós quer saber o porquê das coisas que nos cercam e nos faz viver. A existência humana é cercada de mistérios e indagações. Perguntas que muitas vezes não encontra no cotidiano uma resposta, um sentido.

Por séculos tentamos desvendar estes mistérios através do místico, do religioso, do sobrenatural e mais recentemente da ciência. Seja qual for o meio, a resposta tem se tornado cada vez mais empírica, baseada em nossas próprias experiência e sensações, ainda que insuficientes. Existimos, pois sabemos que existimos.

Existência é a qualidade de tudo o que é real ou existe, e é também a base de todas as outras coisas. Seus campos de estudo são principalmente a metafísica (enquanto tratado o aspecto amplo do termo) e a ontologia (do ser enquanto ser). Sartre, por exemplo, foi um filósofo que tratou do tema da existência, assim como o nada e o ser.

Perguntas sobrea a própria existência são inatas ao ser humano. Perguntas como: de onde viemos? Para onde vamos? Como nascemos? Como morremos? São questionamentos que nos incomodam desde sempre.

Como a necessidade de dar ênfase a este questionamento surge o existencialismo. Existencialismo é um termo aplicado a uma escola de filósofos dos séculos XIX e XX que, apesar de possuir profundas diferenças em termos de doutrinas, partilhavam a crença que o pensamento filosófico começa com o sujeito humano, não meramente o sujeito pensante, mas as suas ações, sentimentos e a vivência de um ser humano individual. No existencialismo, o ponto de partida do indivíduo é caracterizado pelo que se tem designado por “atitude existencial”, ou uma sensação de desorientação e confusão face a um mundo aparentemente sem sentido e absurdo. Muitos existencialistas também viam as filosofias acadêmicas e sistematizadas, no estilo e conteúdo, como sendo muito abstratas e longínquas das experiências humanas concretas.

O filósofo Sorem Kierkegaard do início do século XIX é geralmente considerado como o pai do existencialismo. Ele sustentava a ideia que o indivíduo é o único responsável em dar significado à sua vida e em vivê-la de maneira sincera e apaixonada, apesar da existência de muitos obstáculos e distrações como o desespero, ansiedade, o absurdo, a alienação e o tédio.

Filósofos existencialistas posteriores mantêm esta ênfase no aspecto do indivíduo, mas diferem, em diversos graus, em como cada um atinge uma vida gratificante e no que ela constitui, que obstáculos devem ser ultrapassados, que fatores internos e externos estão envolvidos, incluindo as potenciais consequências da existência ou não existência de Deus. O existencialismo tornou-se popular nos anos após as  guerras mundiais, como maneira de reafirmar a importância da liberdade e individualidade humana.

O existencialismo afirma a prioridade da existência sobre a essência, segundo a célebre definição do filósofo francês Jean-Paul Sartre: “A existência precede e governa a essência.” Essa definição funda a liberdade e a responsabilidade do homem, visto que ele existe sem que seu ser seja predefinido.

É um conceito da corrente filosófica existencialista. A frase foi primeiramente formulada por Jean-Paul Sartre, e é um dos princípios fundamentais do existencialismo. O indivíduo, no princípio, somente tem a existência comprovada. Com o passar do tempo ele incorpora a essência em seu ser. Não existe uma essência pré-determinada. Com esta frase, os existencialistas rejeitam a ideia de que há no ser humano uma alma imutável, desde os primórdios da existência até a morte. Esta essência será adquirida através da sua existência. O indivíduo por si só define a sua realidade.

‘‘Existe uma coisa que uma longa existência me ensinou: toda a nossa ciência, comparada à realidade, é primitiva e inocente; e, portanto, é o que temos de mais valioso’’.
Albert Einstein
Físico Alemão