Mário Quintana começou a escrever na sua cidade natal,  em 1919 ele mudou para Porto Alegre em Rio Grande do Sul, no qual ele passou a estudar no Colégio Militar, onde passou a produzir seus primeiros escritos literários. Mário trabalhou por um tempo na Rede Globo. Ele era considerado o “poeta das coisas simples”, porque a ironia deixada sua marca no que escrevia, por quase toda a sua vida ele trabalhou como jornalista, sempre trabalhava com perfeição.

Quintana trabalhou em 1953 no jornal Correio do Povo, ele era colunista da página de cultura, que saía aos sábados, e em 1977 saiu do jornal. No ano de  1940, lançou o seu primeiro livro com poesias, A Rua dos Cataventos, iniciando a sua carreira como poeta, escritor e autor infantil.

Vida pessoal

Quintana não se casou  e também não teve filhos. Solteiro e solitário, ele viveu a maior parte da sa vida em hotéis: do ano de 1968 a 1980, viveu no Hotel Majestic, no centro histórico de Porto Alegre. A pouco tempo, um conto fictício escrito no ano de  2012 tornou-se viral na internet; propagando erroneamente como sendo verdade absoluta que o poeta Mario Quintana teria sido despejado do Hotel Majestic no tempo em que o jornal Correio do Povo parou suas atividades por problemas finaceiros,e Mario Quintana, sem salário, deixou de pagar o aluguel do quarto. No momento em que isso aconteceu, o ex-jogador da seleção e comentarista esportivo Paulo Roberto Falcão cedeu a ele um dos quartos do Hotel Royal, de sua propriedade. Uma amiga de Paulo, achou pequeno o quarto, Quintana disse: “Eu moro em mim mesmo. Não faz mal que o quarto seja pequeno. É bom, assim tenho menos lugares para perder as minhas coisas”.

Essa mesma amiga, foi contratada para registrar em fotografia os 80 anos de idade de Mario Quintana, ela conseguiu um apartamento no Porto Alegre Residence, um apart-hotel no centro da cidade, onde o poeta viveu até sua morte. Ao conhecer o espaço, ele se encantou: “Tem até cozinha!”. Em 1982, o prédio do Hotel Majestic, que fora considerado um marco arquitetônico de Porto Alegre, foi tombado. No ano de  1983, atendendo aos pedidos dos fãs gaúchos do poeta Mario Quintana, o governo estadual do Rio Grande do Sul comprou  o imóvel e transformou-o em centro cultural, deram o nome  de  Casa de Cultura Mario Quintana. O quarto onde ficou o poeta foi reconstruído em uma de suas salas, sob orientação da sobrinha-neta Elena Quintana, que foi secretária dele nos anos de 1979 a 1994, quando ele faleceu. 

Morte

Mario Quintana faleceu em 1994 aos 87 anos na cidade de  Porto Alegre. Encontra-se sepultado no Cemitério São Miguel e Almas em Porto Alegre no Rio Grande do Sul. No ano de 2006, no centenário de seu nascimento, várias comemorações foram realizadas em sua homenagem  no estado do Rio Grande do Sul.