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O lugar da mulher

Vanderléia Pedrotti
Estudante de Filosofia – UFFS
Campus Chapecó – SC

Quantas vezes já ouvimos frases como: “lugar de mulher é na cozinha”, ou então, “mulher foi feita para cuidar da casa e dos filhos!”? Certamente muitas vezes. Quando foi que um terceiro se achou no direito de dizer onde é o lugar de alguém? E quando foi que aceitamos? A construção dessas frases e de sua aceitação é histórica.

Desde os primórdios da humanidade os papéis de homens e mulheres foram estabelecidos. O homem que era o pai e o chefe da família e o responsável pela caça e pela segurança de seus dependentes. Já a mulher, por sua vez, responsabilizava-se pelo cuidado dos filhos e do lar. Isso ocorria por conta das necessidades daquela época. Os papéis foram moldados de acordo com todo um contexto histórico relacionado às necessidades do momento.

A sociedade mudou

Porém, com o passar do tempo, a sociedade foi se modificando. Com o aumento da população, houve a necessidade de criação de novos trabalhos, novas tarefas não tão simples. Começou a surgir a vontade do ser humano de conhecer mais sobre o meio que se vive, sobre as pessoas, o planeta, e consequentemente sobre si mesmo.

Nota-se que houve uma evolução das sociedades onde não cabia mais o modelo antigo de organização. Devido a isso, surge um questionamento: Por que mudamos nossa forma de organização, mas não mudamos nossa forma de pensar sobre como é uma família e os papéis dos que a constituem?

A crença de que a mulher deve ficar em casa e o homem sair para trazer o sustento continua ainda muito presente em toda sociedade. O que notamos é que as crenças que se tornam hábitos em nossas vidas ficam tão enraizadas que muitas vezes, são quase imutáveis.

Quase, mas não são. Nas últimas décadas é possível perceber e se orgulhar ao ver os múltiplos movimentos que objetivam quebrar essa velha forma de organização que servia há milhões de anos, mas que já não nos servem mais. Da mesma forma que a educação evoluiu, a política, as religiões, as crenças também evoluíram. Assim também deve ser com os papéis pré-determinados tanto dos homens, mas principalmente das mulheres.

E hoje em dia?

Nos últimos tempos percebemos que as mulheres estão saindo de suas casas para conquistar aquilo que querem, estão lutando por seus sonhos, pois, afinal de contas, elas também têm sonhos. A cada dia as mulheres buscam com cada vez mais intensidade conquistar com força e honra seus espaços. O que se entende, é que a mulher não quer mais que um outro decida por ela onde ela deve estar. Ela quer decidir onde, quando, com quem, e se ela quer estar.

Ela pode sim estar na cozinha, estar em casa cuidando dos filhos enquanto seu (sua) companheiro (a) traz o sustento, mas somente se ELA quiser. Sim, porque ela também pode decidir se e com quem quer se casar. A questão que se coloca é de que a mulher, assim como qualquer pessoa de qualquer sociedade é um ser livre para tomar suas decisões sem que alguém interfira nelas.

Que neste dia 08 de março, sejamos capazes de apagar essas velhas crenças que dificultam a luta pela espaço das mulheres, pois sabemos que as nossas mulheres vão lutar e vão conseguir tudo aquilo que quiserem, afinal, é isso que uma mulher faz, alcançam aquilo que quer.

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